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Geossítio Batateiras

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Sobrado de taipa no Geossítio Batateiras

Sobrado de taipa no Geossítio Batateiras

O Crato cresceu aos pés da Chapada do Araripe, que era chamada de “serra” pelos mais antigos. Com o formato de um vale, o lugar se desenvolveu primeiro na parte plana, enquanto a parte mais alta, na subida da Chapada, ficou preservada por pequenas propriedades rurais.
Agora, passando dos 100 mil habitantes,a cidade vê pipocarem casas e mais casas próximas às nascentes e rios, poluindo e degradando os recursos que fazem da região um oásis.

Nessa parte da história que entra o Parque Estadual do Sítio Fundão, área particular de preservação, que foi comprada em 2008 pelo Governo do Estado.
Cortada pelo Rio Batateiras, que forma um pequeno cânion com seu curso, o local tem importância histórica, por preservar um raro sobrado de pau a pique com mais de uma centena de anos, partes de uma barragem construída por escravos e as ruínas de um engenho de tração animal.
Além disso, é área de preservação do bioma da região, que tem como astro o Soldadinho do Araripe, pequena ave que só é encontrada na Chapada do Araripe, que disputa espaço com Padre Cícero como símbolo regional.

Por tudo isso, o Geopark Araripe escolheu o parque para sediar o Geossítio Batateiras, o único da cidade.
Isso significa que há trilhas sinalizadas, placas explicativas sobre o bioma, histórico e demais dados do local, que não permite a entrada de turistas desacompanhados.

Trilhas
São curtas, de nível fácil e muito agradáveis. Passam pelas ruínas e parte do leito do pequeno rio, onde pequenas prainhas são formadas.
Se você levar em conta que está em pleno sertão do Ceará, essa experiência se torna mais fabulosa ainda.

Importante: embora sempre esteja verde por lá, entre os meses de agosto e dezembro o nível do Rio baixa muito. Fica mais fácil de caminhar pelo leito e os mais aventureiros podem subir alguns quilômetros até a cascata do Lameiro.

Como cheguei lá: o Geossítio Batateiras fica muito próximo ao centro do Crato (são 3 km de distância, subindo a ladeira do Seminário), atrás da fábrica da Grendene. Dá para subir a pé, de carro, mototáxi, ônibus ou táxi comum.
Está dentro do Parque Estadual Sítio do Fundão, que tem entrada restrita. Para conhecer, é preciso estar acompanhado por um representante do ICMBio, do Geopark ou um guia turístico credenciado. (Veja AQUI como contratar um guia)